Linkin Park no estádio do Morumbis, em SP: review e fotos
No sábado, dia 8 de novembro de 2025, o Linkin Park voltou para São Paulo, quase um ano após sua última vinda. O show aconteceu no MorumBis, e foi a segunda apresentação de três que marcaram sua passagem pelo país.
O show contou com uma apresentação de abertura da cantora Poppy. Ela começou sua carreira musical em 2013, e teve seu primeiro EP lançado em 2016. Na época, ela fazia músicas mais voltadas ao pop, mas com o tempo foi transformando sua carreira para algo mais relacionado ao Metalcore, com o álbum Negative Spaces, e ao metal industrial, com o álbum I Disagree.
Poppy também teve um show solo no Cine Joia, no dia 6 de novembro, onde lotou a casa. O show foi bastante agitado, com a plateia cantando todas as músicas e mostrando seu amor pela cantora.
O show também foi melhor que sua primeira apresentação no Brasil, no Knotfest de 2025, tanto pelo som, como pelo próprio carisma da cantora, que parecia bem mais animada que na primeira vez que tocou aqui. Algumas das músicas que mais agradaram o público foram crystallized, Concrete e they’re all around us.
Mas, todo esse amor que ela recebeu no Cine Joia não foi repassado para seu show de abertura do Linkin Park. O público parecia até estar dando uma chance para seu show, mas não conheciam absolutamente nada, e não estavam agitando nem um pouco. Era possível contar nos dedos quem eram os fãs da Poppy presentes no estádio.
Mesmo assim, o show estava com um som bom, e a cantora não deixou sua apresentação ser afetada pela falta de resposta do público, até conquistando mais alguns novos fãs após sua apresentação.
Após o show da Poppy, o MorumBis começou a ficar cada vez mais lotado. Então, às 20:55, começou a passar uma contagem de 10 minutos no telão, anunciando que o show estava prestes a começar.
Depois que a contagem terminou, as luzes se apagaram por completo, e começou a introdução no palco, com um vídeo no telão e uma música de fundo. Então, finalmente, Linkin Park sobe ao palco tocando Somewhere I Belong. O público estava tão empolgado cantando junto a letra da música, que era difícil de ouvir a voz da Emily por cima das vozes da plateia.
O Linkin Park divide seu show em 4 atos, mais um Bis no final, e o primeiro ato já começou com alguns clássicos da banda, como New Divide, feita pro filme dos Transformers, bem como novos hinos da nova fase, como Up From the Bottom, que ainda contou com a Emily na guitarra. O Ato I encerrou com The Emptiness Machine, primeiro single do álbum From Zero, que marcou o retorno da banda e a estreia de Emily nos vocais.
O Ato 2 se iniciou com The Catalyst, que contou com o famoso balançar de braços, e tiveram os primeiros confetes da noite. Logo na sequência, tocaram Burn it Down, onde o estádio inteiro começou a pular junto com a banda, e Cut the Bridge, onde todos começaram a bater palmas em ritmo com eles.
Essas interações que a banda tem com o público mostra como os fãs amam Linkin Park com paixão, realmente se animando de não só assistir ao show, mas como participar dele. E a própria banda percebe isso, pois logo após, comentaram do carinho que recebem dos fãs, e agradeceram por todo o amor, e pelas diversas placas que estavam levando para a apresentação.
No meio de interações com os fãs, Mike desceu para falar com o público que estava na grade, e acabou encontrando uma menininha, chamada Alice, onde deu seu boné para ela, que estava assinado por toda a banda. E em troca, recebeu o boné dela, que continha um pequeno textinho escrito na aba.
Durante IGYEIH, música do From Zero, começou a passar uma contagem no telão por cima da banda, que de início confundiu algumas pessoas, mas logo perceberam que a contagem terminava no breakdown da música.
Para finalizar o segundo ato, tocaram One Step Closer, clássico de seu primeiro álbum, Hybrid Theory, e tivemos o retorno de Poppy no palco, que fez uma pequena participação junto com a banda.
O terceiro ato se iniciou com Lost, e todo mundo, pouco a pouco, começou a ligar as lanternas de seus celulares, iluminando todo o MorumBis, que estava com poucas luzes ligadas no momento. Algumas das luzes estavam com as cores azul e rosa, em homenagem ao álbum From Zero, o que deixou esse momento ainda mais bonito.
O terceiro ato finalizou com What I’ve Done, que ficou ainda mais famosa na época por ter sido uma música dos créditos do Transformers, por mais que essa música não tenha sido feita especificamente pro filme.
O Ato IV se iniciou com Overflow, e na sequência fizeram algo inédito em todos os anos de banda: um chá de revelação para uma das fãs ali presente. Os fãs começaram a apostar se seria uma garota ou um garoto, e no fim, era uma garota.
Em seguida, deixaram uma fã escolher entre 3 opções secretas de estilos musicais que iriam alterar o início da próxima música. A fã escolheu o estilo de Disco, e assim foi o início de Numb, uma das músicas mais aguardadas do show. E de Numb pra frente, a agitação do público só aumentou cada vez mais, com a sequência de Over Each Other, In the End, e, ao final do ato IV, Faint, que era de longe a música mais animada do show até aquele momento.
E finalmente chegou o bis, que começou com Papercut, onde toda a plateia foi à loucura. Na sequência, tocaram Heavy is the Crown, que ficou famosa pelo longo grito que Emily dá na música, e que ela até conseguiu reproduzir bem no show.
Para encerrar a noite, tocaram o hino Bleed It Out, onde a banda inteira estava na passarela, para ficar mais perto do público, e contou com os maiores moshes do show inteiro.
O Linkin Park é uma das bandas que mais sabem utilizar a estrutura de um estádio para fazer um show, contando com diversos efeitos práticos, um incrível show de luzes, efeitos visuais nos telões, e uma ótima interação com o público. Eles mostram, em seus shows, o motivo de serem uma banda tão grande, e que apreciam o fato de terem essa fama. O show do Linkin Park vale cada centavo, e todos que são fãs da banda vão sentir o mesmo.
Por Eduardo Santos
Fotos: Divulgação

