Veja como foi o show do Sanctuary em SP: review e galeria de fotos
Local: Burning House (São Paulo/Capital); Data: 30/08/2026.
Domingo nublado na terra da garoa para mais um grande evento da Dark dimensions em honra ao verdadeiro US Metal, na já tradicional casa de shows “Burning House”, localizada ao lado da estação de trem “Água Branca”, com fácil acesso a todos.
Enfim, a espera de 40 anos acabou!!!
Finalmente a lenda do Metal americano desembarca ao Brasil pela primeira vez, para um show único em São Paulo.
Oriundos de Seattle (antes da infestação do grunge e após a popularização da cidade por Jimi Hendrix mundo afora), eles vem promovendo a turnê “Latin America Tour 2026”.
A banda finalmente vem saciar os fãs sul americanos, com passagem também pelo Peru, Chile, Argentina e Brasil.
Após a partida em 2017 do icônico e lendário vocalista da banda “Warrel Dane”, bizarramente aqui em São Paulo, onde ele tinha uma banda solo com músicos brasileiros, e gravava por aqui o disco novo até então (lançado de forma póstuma), a banda seguiu adiante recrutando em 2018, o ótimo vocalista Joseph Michael, da banda “Witherfall”.
Casa cheia… fãs sedentos!!!
Pontualmente as 20h, a banda sobe ao palco
A batalha se inicia com “Arise and Purify” e “Frozen”, ambas do ultimo álbum de estúdio da banda de 2014 (The year the sun died), ainda com o saudoso Warrel Dane nos vocais.
A banda estava eficaz como manda a tradição e cultura estadunidense, e bastante entrosada e precisa, e com muita energia acumulada de 4 décadas, esperando por esse momento sagrado, para todos os Headbangers presentes.
Riffs cortantes e andamento de guerra entoam o clássico “Die for my sins”, de seu álbum de estreia “Refuge Denied” de 1987, produzido por nada mais nada menos que “Dave Mustaine” do Megadeth.
Emocionando a todos presentes que cantavam perfeitamente a letra, repassando toda a energia de volta a banda, que recebia e mandava de volta ao publico, em forma de decibéis e US Metal.
“Seasons of destruction” do segundo álbum “Into the Mirror Black” de 1990, mostrando o quanto Joseph é um vocalista acima da média, honrando com maestria o legado de Warrel. Além de extremamente simpático e carismático.
Um verdadeiro frontman, que sabe cativar a todos presentes, que interagiam a cada comando metálico do vocalista.
A power ballad “Veils of Disguise” do primeiro álbum, é executada, criando todo aquele clima obscuro e frio que consolidou o som da banda no passado.
Dando sequência com “Future Tense”, música que popularizou a banda aqui no terceiro mundo nos tempos áureos de Fúria Metal, onde o vídeo clipe da mesma, era exibido em exaustão, na programação, ajudando a formar caráter musical de muita gente, inclusive o meu.
“Burning House”, o local escolhido para o show, foi certeiro, tornando a apresentação mais especial do que já era. Com uma qualidade de som muito boa, e um espaço perfeito para essas bandas clássicas e que se tornaram “cults” no underground mundial, porém, não menos grandiosas que as gigantes!!!
“Taste revenge”, minha preferida!!!
Com toda maldade e imponência que só o verdadeiro Metal pode proporcionar!!!
Cantada por todos, e emocionando esse que vos escreve.
Os únicos membros originais e remanescentes da banda são o guitarrista Lenny Rutledge e o baterista Dave Budbill, com uma pegada monstra e pulsante, que somados ao baixo de George Hernandez (que já havia tocado ao vivo com a banda em 1988), deixava tudo mais pesado e feroz, levando todos presentes ao “banging”, em sincronia aos hinos desse verdadeiro santuário do Metal americano.
Uma sequencia do segundo álbum com “Long Since Dark”, “Epitaph” e “Mirror Black”, para deleite de todos os Headbangers Old School presentes, algo que todos já sabemos, é que eles gostam dos clássicos, e da velharia hehe.
Dando continuidade a um cover inusitado do Pink Floyd com “Breath” seguido de um cover previsível, porém não menos eficaz de “White Rabbit” da psicodélica banda “Jefferson Airplane” dos anos 60, música presente no primeiro álbum do Sanctuary, que contou não apenas com a produção mas também com um solo de guitarra de Dave Mustaine nessa música em estúdio.
A poderosa “Battle Angels”, faixa que abre o primeiro álbum da banda com toda a imponência do aço, e provando na época, que a banda veio para ficar e firmar o seu legado no olimpo do Metal.
Galera eufórica, banda extasiada!!!
É anunciada a nova “Not of the Living” que fará parte do novo álbum da banda, já em produção, dando uma ideia de como será essa nova fase do Sanctuary, revigorada e mais viva do que nunca.
Fechando o show com a lenta e obscura “The year the sun died”, faixa título do ultimo álbum da banda de 2014.
A galera ensandecida e não satisfeita, pede bis.
E a banda atende em grande estilo, a legião insana de Headbangers presentes, encerrando o show com a clássica “Soldiers of Steel”.
Hino absoluto da banda, enaltecendo todos os soldados do aço presentes para prestigiar essa poderosa instituição do Heavy Metal americano, que ainda se mantém grandiosa, como uma fortaleza, como um verdadeiro santuário da música pesada mundial.
Texto: Igor Lopes


























