Ian Gillan rejeita termo ‘heavy metal’ pro Deep Purple: ‘Não é nossa praia’
Em uma nova entrevista para a The Chap, o cantor do DEEP PURPLE, Ian Gillan, foi perguntado se prefere o termo heavy rock ou hard rock para a sua banda. Ian respondeu: “Se você quer escolher um gênero, então eu preferiria hard rock. Apenas porque o heavy rock foi o passo seguinte para o heavy metal.”
“Eu já recusei prêmios de heavy metal, embora a maioria dos meus amigos esteja nele, como o BLACK SABBATH e o pessoal do METALLICA”, explicou Gillan. “Nós somos bons amigos, mas essa não é realmente a nossa praia.”
“O meu rock ‘n’ roll era Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison, Buddy Holly, THE EVERLY BROTHERS e Chuck Berry, e isso é apenas para começar”, acrescentou Ian. “E se você levasse qualquer um desses para o cenário musical de hoje, eles seriam instantaneamente fatiados, colocados em gêneros separados e tocados em estações de rádio diferentes. Eles não teriam permissão para fazer parte do mesmo gênero.”
Dois anos atrás, Gillan falou com o The Sun sobre o impacto na música como um todo causado pela chamada “trindade profana” de bandas de rock britânicas: DEEP PURPLE, BLACK SABBATH e LED ZEPPELIN. Gillan, que esteve à frente do SABBATH do final de 1982 até o início de 1984, disse: “Até certo ponto, o SABBATH foi o mais importante porque sem eles não haveria [a cena grunge de] Seattle ou o heavy metal. O que o [guitarrista do SABBATH] Tony [Iommi] entregava naqueles primeiros dias era simplesmente impressionante. Era muito poderoso.”
No último mês de maio, Ian explicou para a Planet Rock do Reino Unido que a música mais famosa do DEEP PURPLE, “Smoke On The Water”, apresenta partes de bateria de Ian Paice que são enganosamente simples e contêm um swing único.
“Você ouve o que o [Paice] toca em “Smoke On The Water””, disse Ian. “Todo mundo pensa que é uma pancada, que é uma música de heavy metal. Não é. Apenas ouça a bateria em “Smoke On The Water”. O Lars Ulrich [do METALLICA] veio e tocou comigo em São Francisco, e ele desceu a lenha nela. E eu já trabalhei com muitos outros bateristas que a tocaram. E nenhum deles realmente percebeu que é um toque suave.”
Lançado em agosto de 1983, “Born Again” foi o único álbum que o SABBATH gravou com Gillan. Foi também o último dos álbuns de estúdio do SABBATH a contar com o baterista Bill Ward.
Gillan descreveu anteriormente a criação de “Born Again” como “um desafio para mim. Foi um pouco como fazer ‘Jesus Christ Superstar’ [de Andrew Lloyd Webber] ou cantar com [o cantor de ópera Luciano] Pavarotti; é algo completamente diferente”, explicou ele. “Mas o Tony é um compositor incrível. Você sabe o que esperar do Tony. Não há uma abordagem multidirecional. Ele é o pai de tudo o que veio de Seattle, eu acredito. Ele é muito direto, e foi assim que ele evoluiu desde os primeiros dias.”
O álbum mais recente do DEEP PURPLE, “Splat!”, foi lançado em 3 de julho via earMUSIC. Produzido mais uma vez por Bob Ezrin (KISS, PINK FLOYD, Lou Reed, Alice Cooper), o trabalho foi descrito em um comunicado à imprensa como “o álbum mais pesado do DEEP PURPLE em muitos anos”.
“Splat!” recebeu reações entusiasmadas do público e da mídia logo de início, com a imprensa inicial elogiando o espírito do DEEP PURPLE no álbum. A Uncut chamou “Splat!” de “o PURPLE concentrado e de alta octanagem em sua melhor forma”. A Classic Rock elogiou o álbum por entregar “tudo o que faz do DEEP PURPLE uma das maiores atrações do hard rock.”

