Epica e Fleshgod Apocalypse em SP: um domingo memorável
No domingo (14/9/2025), São Paulo recebeu duas grandes atrações no Terra SP: os italianos do Fleshgod Apocalypse e, como headliner da noite, os holandeses do Epica.
Por volta das 19h, o público já lotava a casa, e a aos poucos iam entrando o restante dos fãs. Às 19h30, o Fleshgod Apocalypse abriu a noite com duas faixas de seu álbum mais recente, Opera (2024): “Ode to Art (de’ Sepolcri)” e “I Can Never Die”. O setlist deu destaque ao novo trabalho, incluindo ainda músicas como “Minotaur (The Wrath of Poseidon)”, “The Fool”, “Pendulum”, “Sugar” e “Morphine Waltz”. A recepção do público foi calorosa, com grande participação durante todo o show.
Seguindo a apresentação, a banda tocou “No”, que logo na sua intro pesada rolou um pequeno trecho de Britney Spears, muitas pessoas se entre olharam sem entender, mas no final de “No” um trecho igual ao de “”…Baby One More Time”, esse final que causou estranhamento engraçado entre quem não conhecia a música trouxe diferentes reações na plateia.
Continuaram o show com “Bloodclock”, “Epilogue” e “The Violation”. O encerramento ficou por conta de uma performance bem-humorada do clássico pop “Blue (Da Ba Dee)”, do Eiffel 65, arrancando risos e aplausos da plateia, afinal de contas o som deles é bem pesado. Foi uma estreia de peso para muitos que ainda não conheciam o trabalho dos italianos ao vivo e com certeza um show completo para os fãs.
Às 21h, após a execução de The Pretender, do Foo Fighters, o Epica entrou em cena. O grupo abriu o show com “Cross the Divide”, faixa de abertura de Aspiral, lançado este ano. A entrada de Simone Simons foi recebida com muito entusiasmo pelo público.
Um detalhe muito especial para noite foi a qualidade e o peso do som, além dos efeitos de iluminação que estavam um show à parte, deixando mais surreal ambas as apresentações.
O setlist mesclou clássicos e novidades. Entre os destaques estiveram “Unleashed” (Design Your Universe), “Sensorium” (do álbum de estreia), e Apparition (Aspiral). Em um momento especial, Mark Jansen dedicou “The Last Crusade” à memória de Andre Matos, que completaria aniversário na mesma data e comentou que foi uma honra tê-lo conhecido, emocionando a plateia.
A noite seguiu com “The Obsessive Devotion” (2007), além de novas composições como “Fight to Survive” e “Arcana”. O público reagiu de forma enérgica a “Unchain Utopia” (2014) e à faixa-título “Aspiral”, encantou o público sendo interpretada por Simone acompanhada pelos teclados de Coen Janssen, no momento mais calmo da noite. Pra fechar e contrapor a música anterior “Design Your Universe”, trazendo mais uma vez os vocais poderosos de Mark junto a Simone.
O encerramento foi grandioso, com “Cry for the Moon”, fazendo todos cantarem juntos, “Beyond the Matrix” fez a galera pular do começo ao fim e “Consign to Oblivion”. Esta última contou com a tradicional abertura da pista para o mosh final, coroando uma apresentação memorável.
O Epica comprovou mais uma vez por que é considerado um dos maiores nomes do metal sinfônico, entregando um espetáculo envolvente, com repertório equilibrado entre novidades e clássicos de sua carreira e principalmente muito carinho entre a banda e os fãs que deram diversos presentes para Simone durante o show.
Por Conrado Takayama
Foto: @showww360

