Malevolent Creation celebra 35 anos de ‘The Ten Commandments’ em SP
A clássica banda norte-americana de death metal Malevolent Creation volta a São Paulo/SP em 24 de outubro para um show especial no Hangar 110, em celebração aos 35 anos do álbum de estreia The Ten Commandments. A noite terá ainda a participação do Mystic Circle, banda alemã de black/death metal que retorna aos palcos em seus primeiros shows ao vivo em 20 anos.
A apresentação no Brasil integra a passagem latino-americana do Malevolent Creation, que também inclui datas em países como México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina. Em São Paulo, o evento tem produção conjunta da Powerline Music & Books, Liberation Music Company e ND Productions.
Fundado no fim dos anos 1980, o Malevolent Creation se consolidou como uma das bandas centrais do death metal norte-americano surgido a partir da conexão entre a cena da Flórida, a força do thrash metal e a produção pesada que marcou os estúdios Morrisound, em Tampa. A trajetória da banda atravessou diferentes formações, mas manteve Phil Fasciana como guitarrista, fundador e principal força de continuidade do nome.
A fase atual traz o Malevolent Creation em formação de cinco integrantes e três guitarras, com Deron Miler nos vocais e guitarra, Jesse Jolly no baixo e vocais, Chris Cannella na guitarra, Ronnie Parmer na bateria e Phil Fasciana na guitarra. A própria banda apresentou essa configuração como uma maneira de recuperar características do som clássico e abrir espaço para músicas que estavam fora do repertório havia anos.
Em São Paulo, esse recorte ganha peso especial pela celebração de The Ten Commandments, lançado em 1991. O disco reúne faixas como “Memorial Arrangements”, “Premature Burial”, “Multiple Stab Wounds”, “Thou Shall Kill!” e “Malevolent Creation”, repertório que ajudou a definir a identidade inicial da banda, marcada por riffs rápidos, bateria agressiva, vocais ríspidos e uma base de death metal ainda muito próxima da violência rítmica do thrash.
The Ten Commandments, 35 anos
The Ten Commandments marcou a estreia do Malevolent Creation e saiu em um momento decisivo para o death metal norte-americano. O álbum foi registrado com produção, engenharia e mixagem de Scott Burns, nome diretamente associado ao som extremo gravado na Flórida no período, e teve capa assinada por Dan Seagrave, artista ligado a algumas das imagens mais reconhecíveis do death metal dos anos 1990.
Com dez faixas e pouco mais de 38 minutos, o disco apresentou uma banda direta, veloz e ainda fortemente apoiada no ataque do thrash, mas já inserida no vocabulário mais brutal que transformaria a Flórida em um dos centros do death metal mundial.
A recepção posterior da imprensa especializada reforça a chancela de clássico. A Metal Invader tratou The Ten Commandments como um trabalho essencial para entender os anos iniciais do death metal, destacando a combinação entre brutalidade, influência do thrash, precisão instrumental e a presença vocal de Bret Hoffmann.
O Metal Academy também apontou essa característica ao destacar a força da influência thrash ao longo do disco e a forma como o álbum aproxima o death metal de nomes como Deicide e Cannibal Corpse dos primeiros anos a uma agressividade mais próxima de bandas como Dark Angel e Demolition Hammer.

