Max Cavalera revela sua inspiração para novo álbum do Soulfly
Em uma entrevista com Scott Itter, do Dr. Music, o líder do SOULFLY, Max Cavalera, falou sobre o próximo décimo terceiro álbum da banda, ‘Chama’, que será lançado em 24 de outubro pela Nuclear Blast Records. Ele disse: “Tem sido uma jornada, mas eu acho que, mais do que nunca, me senti realmente inspirado por este disco, talvez por ser o nosso décimo terceiro. E nós mergulhamos fundo em toda a essência original do que o SOULFLY é, na realidade, porque o SOULFLY foi criado como uma entidade que iria abraçar grooves tribais e espiritualidade, e eu acho que este disco tem as duas coisas de uma forma grande. Mas também moderno, porque eu acho que a produção entre o Zyon [Cavalera, baterista do SOULFLY e filho de Max] e o Arthur [Rizk] deu ao disco um toque moderno também.”
Max também falou sobre a inspiração para o título ‘Chama’, que veio do lutador profissional brasileiro de artes marciais mistas Alex Pereira, que tem usado a música ‘Itsári’ da antiga banda de Cavalera, SEPULTURA, para todas as suas entradas no UFC. Na língua Xavante, ‘itsári’ significa “raízes” e a faixa instrumental é uma ode às tradições brasileiras. Max disse: “Sim, aquele momento foi um momento enorme para mim de vivenciar. Eu nunca tinha vivenciado algo assim na minha vida, e pude vivenciar isso com meu filho Zyon, assistindo juntos. Ele é um grande fã de UFC, e nós dois assistimos àquilo ao vivo e eu tive arrepios. E [Alex] está entrando com ‘Itsári’ e ele faz o arco e flecha e solta o grito ‘Chama’. E aquele momento realmente me tocou profundamente. Eu pensei, ‘Eu estou inspirado por este cara. Estou inspirado por este momento. Eu quero fazer um disco para celebrar esta inspiração.’ Então, é isso que ‘Chama’ é.”
Max continuou: “‘Chama’ é uma celebração de se sentir inspirado novamente. Porque é uma coisa difícil, cara, se sentir inspirado, especialmente depois de você fazer tantos discos como eu. Fica cada vez mais difícil ser inspirado, e se torna mais fácil apenas fazer qualquer coisa, apenas lançar qualquer disco. E eu não estou satisfeito com isso. E mesmo que, do jeito que eu vejo as coisas, eu não tenho mais nada a provar para ninguém, eu ainda tenho muita energia, então sabe de uma coisa? Eu vou te provar algo. É meio que esse o sentimento… É aquela sensação de ‘pronto para a batalha’, especialmente ‘Storm The Gates’ e ‘No Pain = No Power’. ‘No Pain = No Power’ na verdade é influenciada por tudo isso, por todos aqueles atletas indo para a guerra no ringue do UFC, ou até mesmo um jogador de futebol, quando ele tem que jogar com dor para realmente conseguir a força do touchdown. Você vê isso na TV, e é legal. Eu acho que eu estava explorando aquela emoção de, sem a dor, não há força. Elas coexistem. Uma se alimenta da outra. Sem a dor, você nunca alcançará a força e nunca obterá a glória. Essa é meio que a ideia da música. E foi legal, porque eu acho que isso se conecta a um SOULFLY real, voltando a cantar sobre coisas que eu conheço, em vez de algumas das outras letras que eram mais etéreas e meio sem sentido. Então, agora este disco tem letras mais pessoais sobre coisas com as quais eu realmente me conecto. Eu acredito nessas letras, eu acredito no que estou dizendo.”
Cavalera acrescentou: “Tem uma coisa sobre o metal. Eu acho que quando você está gritando o que você acredita, seu grito se torna mais poderoso do que quando você está apenas dizendo algo que não faz sentido ou ninguém sabe por que diabos você está gritando. Se você está gritando algo que você realmente quer dizer — como eu acho que é uma velha citação do rock and roll: ‘mean what you say, say what you mean’. Sabe, esse tipo de coisa. Então eu estava explorando tudo isso, mas [é um] disco realmente ‘nascido para a batalha’. Ele está pronto para a batalha o tempo todo. E mesmo nos momentos calmos, ainda é legal porque te faz dar uma olhada.”

