Mina, do Life of Agony, reverte processo trans e volta a ser Keith
A cantora transgênero Mina Caputo — anteriormente conhecida como Keith Caputo, vocalista da popular banda de rock Life of Agony — declarou que “curou” sua disforia de gênero e mudará seu nome de volta para Keith Caputo após ser “fisicamente completamente destransicionada” em 2025.
Mina anunciou seus planos de destransição em um vídeo de 13 minutos postado em sua conta no Instagram na última terça-feira (19 de novembro). Ela disse:
“Sim. Estou fora dos hormônios há seis, sete anos. E agora, em janeiro de 2025, minha cirurgia já está marcada para remover meus seios falsos, e eu viverei amorosamente no meu eu divino masculino. Eu curei minha disforia de gênero. Isso levou muitos anos, foi preciso atravessar o fogo, mas superei meus mal-entendidos sobre minha alma e meu espírito. Isso é um tópico completamente diferente e um vídeo à parte, então não vou me aprofundar nisso agora. Só queria compartilhar com vocês, mais uma vez, que estou fora da terapia hormonal há seis, sete anos, desde quando A Place Where There’s No More Pain foi feito com o Life of Agony. Isso foi em 2016. E tenho existido em uma versão diferente de mim mesma, uma versão mais curada de mim mesma.”
“Fiz anos de trabalho com traumas, terapia com medicina de plantas, que o mundo ainda não está pronto para discutir. Porém… Estou fazendo este vídeo porque muitas pessoas estão me criticando, dizendo que estou feia, que pareço um homem e essas coisas. E é tipo, meu bem, eu sou um homem. Sempre fui um homem. Vocês só não estão acostumados a ouvir pessoas autênticas falando. Vocês estão acostumados a ouvir pessoas mentindo para vocês sobre sua identidade. E todos os verdadeiros transexuais sabem do que estou falando, porque eles possuem sua autenticidade. Eles não estão violando os direitos das mulheres ou a inocência das crianças e tudo isso. Aliás, isso me leva a outro ponto… Tenho postado muito sobre como sou totalmente contra a transição médica, especialmente cirúrgica, de crianças. Hormônios são nojentos. Nem consigo começar a contar quantos efeitos colaterais eu enfrentei e não consigo acreditar que mais pessoas trans não falem sobre os efeitos colaterais de ser trans ou ter disforia de gênero. Então, essa é minha grande revelação — isso, e que vou mudar meu nome de volta para Keith”, continuou Mina.
“Para todas as pessoas que parecem confusas e as que têm me enviado ódio, críticas e comentários maldosos, bem, ao longo do tempo, tive disforia de gênero por mais de 40 anos, por tanto tempo quanto consigo me lembrar. Estou prestes a fazer 51 anos. Tive isso a vida inteira e estou muito feliz que nunca tive pais que tomaram decisões por mim, porque agora, aos 50, quase 51, nem consigo mais encontrar a disforia. E agora meu corpo físico está vivendo em uma versão mais velha, porque tenho os seios falsos que precisam ser removidos e agora vou viver minha nova versão autêntica. E é por isso que o que estão fazendo hoje é nojento, e queria falar sobre isso. Vou me aprofundar mais e mais, mas não agora. Estou cansada.
“Estou muito orgulhosa de mim mesma. Passei por tanta coisa ao longo dos anos. Eu não desejaria disforia de gênero ao meu pior inimigo. É uma das coisas mais desconfortáveis que já vivi na vida, e estou tão feliz que acabou. Nem me reconheço mais. Gostaria que alguém como [o famoso podcaster] Joe Rogan me convidasse para contar minha história em detalhes, porque poderia falar por três horas e explicar tudo, porque eu entendo. Sei o que os hormônios fazem ao corpo. Sei o que fizeram comigo. Castraram minha alma. Não apenas fisicamente, mas também mental, espiritual, emocional e intelectualmente.
“Se alguém discordar de mim, tudo bem, mas sei que você está mentindo, porque ouvi histórias por mais de 30 anos sobre os pesadelos que a terapia hormonal causa nos corpos das pessoas.”
Dois dias após a eleição presidencial de 2024 nos EUA, Mina usou seu Instagram para dizer que queria que Donald Trump vencesse por causa de seu plano de “parar a mutilação química, física e emocional de nossos jovens” e promessa de “revogar as políticas cruéis de Joe Biden sobre os chamados ‘cuidados de afirmação de gênero’ — um processo que inclui dar bloqueadores de puberdade às crianças, alterar sua aparência física e, em última análise, realizar cirurgias em menores de idade”.
Segundo o USA Today, Trump fez das questões de identidade de gênero um dos focos de sua campanha, atacando os direitos de pessoas transgênero em uma enxurrada de propagandas na TV, discursos e comícios, indicando que a eliminação desses direitos seria uma das prioridades iniciais de seu mandato.

