Dream Theater em São Paulo: review e galeria de fotos
15/12/2024
Vibra SP, São Paulo-SP
No dia 15 de dezembro, tivemos o tão aguardado show do Dream Theater em São Paulo. Após a volta de Mike Portnoy para a banda, ainda em 2023, eles anunciaram a nova turnê de comemoração dos 40 anos da banda e, como de costume, algumas datas no Brasil. Ao chegar no Vibra São Paulo, já dava para perceber que a casa iria ficar cheia. Com fila saindo para a avenida, os fãs se preparavam para entrar.
O show começou pontualmente às 20h, sem banda de abertura, e a primeira música foi “Metropolis Pt. 1: The Miracle and the Sleeper”. A voz de LaBrie apresentou um leve tom diferente no início, mas nada que tirasse a emoção de ouvir essa clássica ao vivo. Seguiram com “Act I: Scene Two: I. Overture 1928” e “Act I: Scene Two: II. Strange Déjà Vu”, mostrando que a noite seria memorável.
Com a volta de Portnoy, sua presença de palco e o peso da bateria trouxeram uma energia renovada ao show, especialmente nas interações com o público. “The Mirror”, “Panic Attack” e “Barstool Warrior” seguiram, representando diferentes fases da banda. Entre elas, “Panic Attack” foi a que mais envolveu a plateia, com destaque para o baixo de Myung na introdução.
Para fechar o primeiro ato, “Hollow Years” foi um momento emocionante, com os fãs cantando junto de LaBrie. Seguiram com “Constant Motion” e, para encerrar de forma especial, “As I Am”, que eu finalmente pude ver ao vivo – um verdadeiro sonho realizado.
Após 15 minutos de intervalo, o segundo ato começou com “Night Terror”, lançada este ano e que fará parte do próximo álbum. Em seguida, “Under a Glass Moon” e “This Is the Life” trouxeram ainda mais emoção, sendo “Under a Glass Moon” uma experiência surreal de ver ao vivo.
Na segunda metade do segundo ato, isso considerando a quantidade de músicas tocadas, pois as próximas faixas somaram quase 40 minutos de pura obra-prima. Começando com “Vacant”, ovacionada e cantada pela multidão, e, como não poderia faltar, na sequência do álbum Train of Thought, tivemos “Stream of Consciousness”, aquela pedrada instrumental onde todos os membros da banda mostraram como o passar dos anos não afetou suas habilidades. Mas fica aqui um destaque para Petrucci.
Para fechar com chave de ouro essa sequência, tivemos “Octavarium”, onde os teclados de Jordan te levam para outra dimensão logo no início, fazendo com que a música, apesar de ter 24 minutos, passe num piscar de olhos.
Para encerrar, tivemos um clipe do filme O Mágico de Oz com a música “There’s No Place Like Home”. Durante todo o show, as projeções foram exibidas no telão da banda, no fundo do palco – desta vez, os telões da casa ficaram desligados, e não houve filmagens da apresentação.
Após o clipe, começou “Act II: Scene Six: Home”, o que fez novamente os fãs gritarem e pularem durante a apresentação. Seguindo a noite, as lanternas dos celulares iluminaram a casa para a performance de “Act II: Scene Eight: The Spirit Carries On”. Com certeza, essa foi a música que todos os presentes cantaram junto, com toda a força dos pulmões. Foi sensacional escutar novamente ao vivo, 19 anos após a primeira vez, no mesmo lugar!
Para se despedirem, tivemos a clássica “Pull Me Under”, deixando todos os fãs presentes satisfeitos com a apresentação de aproximadamente 3 horas de duração.
Texto: Conrado Takayama; Fotos: Leandro Almeida

