Running Wild: ‘Masquerade’ ganha edição nacional em CD Pela Rock Brigade Rec.
Chega ao mercado brasileiro, via Rock Brigade Records, o emblemático Masquerade, décimo trabalho de estúdio do Running Wild. Este lançamento de 1995 exemplifica a maturidade do grupo liderado por Rolf Kasparek. O público brasileiro agora pode adquirir esta obra em uma edição especial em CD (caixa acrílica) com obi, que preserva fielmente a arte original e inclui encarte completo.
Em meados da década de 1990, o Running Wild vivia seu apogeu criativo e desfrutava de grande reconhecimento internacional, consolidado por uma sequência de álbuns clássicos como Death or Glory (1989) e Black Hand Inn (1994). Foi neste cenário de estabilidade que a banda lançou, em setembro de 1995, Masquerade.
O álbum surgiu da busca por um refinamento musical: equilibrar o peso do heavy metal germânico com composições mais diretas, sem sacrificar a atmosfera épica característica do grupo. Embora muitas vezes rotulado como um trabalho de transição, Masquerade envelheceu bem e conquistou o status de disco cult entre os fãs.

Este lançamento também marcou a consolidação daquela que é considerada uma das formações mais técnicas do Running Wild: Rolf Kasparek, Thilo Herrmann, Thomas Smuszynski e Jörg Michael. Com uma sonoridade mais enxuta e objetiva, as faixas ganharam um impacto devastador ao vivo, garantindo presença constante nos setlists da turnê subsequente.
Liricamente, o disco expande os horizontes da banda. Apesar de manter o foco em temas históricos e aventuras marítimas, o conceito central da “máscara” é usado como metáfora para discutir manipulação social, poder e identidade, levando as letras além do clichê pirata.
Musicalmente, Masquerade é um mergulho no heavy metal clássico, repleto de riffs marcantes, melodias fortes e refrães feitos para arenas. A produção, assinada por Rolf Kasparek, é limpa e robusta, valorizando o ataque das guitarras e evidenciando o amadurecimento do grupo.
Os destaques ficam por conta da abertura atmosférica com “The Contract / The Crypts of Hades”, da melódica faixa-título, e da agressividade de “Demonized”. Contudo, são “Black Soul” (pelo tom sombrio), a épica “Wheel of Doom” e o encerramento versátil com “Men in Black” que definem a força do álbum.

