Bangers Open Air 2026 em São Paulo – Dia 2: review e fotos
No domingo (26/4/2026) ocorreu o última dia do festival Bangers Open Air no Memorial da América Latina (confira o primeiro dia aqui). No line-up houveram 22 bandas com shows distribuídos nos 4 palcos: no Hot Stage: Project 46, Nevermore, Winger e Within Temptation; no Ice Stage: Primal Fear, Amaranthe, Smith/Kotzen e Angra; já no Sun Stage: Vision Of Atlantis, Roy Khan, Crazy Lixx, Krisiun e Dirkschneider; e no Waves Stage: School Of Rock, Clash Bulldog’s, Chaos Synopsys, Malvada, Trovão, Silver Dust, Paradise In Flames e Ambush.
Começando pontualmente às 12h00, o Project 46 subiu ao palco já arrebentando com seu metalcore. Hoje a banda é formada por Caio MacBeserra nos vocais, Vinicius Castellari na guitarra, Baffo Neto no baixo e Betto Cardoso na bateria. Com um setlist matador iniciaram o caos com “Violência Gratuita”, fazendo o pouco público que já havia entrado a curtir e se entregar promovendo um show intenso sob o sol impiedoso. O momento mais forte foi quando iniciaram “Erro+55”, mostrando imagens da realidade brasileira no telão. Tocaram também “Terra de Ninguém”, “Corre”, “Pânico”. Em “Pode Pá”, Caio pediu que o público agachasse antes da explosão da música, o que funcionou direitinho com todo o público já presente. E foi em “Foda-se” que um wall of death se formou e transformou a frente do palco em uma verdadeira zona de impacto e certamente, foi um show com sessão de descarrego.
Inaugurando o palco Hot Stage foi a vez do Primal Fear subir ao palco exatamente às 12h50. Com um show eletrizante, o setlist avassalador incluiu sucessos da última turnê: Domination Tour, sucessos como “Destroyer”, “I Am the Primal Fear”, em “Nuclear Fire” o público foi a delírio, “The End Is Near” e “Chainbreaker” animaram mais o público, e ao perguntar se quem estava lá amava o “metal“, e com a resposta do público já iniciaram “Metal Is Forever”. O Primal Fear entregou um setlist cheio de energia, com sucessos consagrados e músicas novas.
Em seguida, no Ice Stage foi a vez do Nevermore. Fazendo seu primeiro show após o falecimento do vocalista Warrel Dane, a banda surge com nova formação e o setlist curto, que mantém o legado de Warrel. Tocaram os maiores sucessos do álbum “Dead Heart In A Dead World”, iniciando com “Narcosynthesis”, “Enemies of Reality”, “The River Dragon Has Come”, “Beyond Within”, “Inside Four Walls”, “Engines of Hate”, “My Acid Words” e finalizaram com “Born”. O show foi uma fusão de técnica e emoção. Atualmente a banda é formada por Jeff Loomis na guitarra, Van Williams na bateria, Jack Cattoi na guitarra, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen no vocal. A banda ainda se apresenta em mais um show em São Paulo, dia 28/04, que faz parte dos side-shows realizados pelo Bangers Open Air, na casa de shows Carioca Club Pinheiros.
Às 14h55 os suecos do Amaranthe subiram ao palco e trouxe ao festival a sua mistura característica de metal moderno, influências pop e três vocalistas. Dentre os sucessos da banda, tocaram : “Fearless”, “Viral”, “Digital World”, “Damnation Flame”, “Maximize”, “Strong”, “PvP”, “The Catalyst”, “Chaos Theory”, “Amaranthine”, “The Nexus”, “Call Out My Name”, “Archangel”, “That Song”, e finalizaram com “Drop Dead Cynical”. Um “showzaço” intenso e enérgico que destacou a interação entre os três vocalistas: Elize Ryd, Nils Molin (Dynazty) e Mikael Sehlin, mostrando ótima dinâmica e peso.
Em seguida, foi a vez dos americanos do Winger, com sua turnê de despedida, fez um show com setlist enxuto, mas poderoso e que mostrou toda a técnica e virtuosismo da banda, iniciaram com “Stick the Knife In and Twist”, “Seventeen”, “Can’t Get Enuff”, “Down Incognito”, e ao tocar a “Miles Away” o público enlouqueceu e cantou em coro. “Rainbow in the Rose” trouxe uma performance impecável do grupo, especialmente do baterista Rod Morgenstein, que aos 72 anos ainda tem energia e técnica impressionantes. Em seguida, um solo absurdo de Reb Beach, “Time to Surrender” deu destaque técnico de Paul Taylor. Um solo breve de bateria e seguiram com “Headed for a Heartbreak”, para encerrar, tocaram “Easy Come Easy Go” e “Madalaine” e deixou evidente a satisfação do público, com sorrisos e cantoria. A apresentação do Bangers marcou a despedida de Kip Winger dos palcos, que irá se dedicar mais ao processo de composição de música erudita.
Neste mesmo palco foi a vez do Krisiun, após alguns minutos para montagem ajuste dos equipamentos, abrindo com a porrada “Kings of Killing” com o público gritando: “Krisiun, Krisiun, Krisiun!” seguiram com “Scourge Of The Enthroned”. O público abriu o mosh-pit com a “Vicious Wrath”, “Combustion inferno” fez todos cantarem e agitarem, em seguida veio a “Necronomical”, “Hatred Inherit”, “Blood Of Lions”, “Descending Abomination” e finalizaram com “Serpent’s Messiah”. O show foi marcado por viradas de bateria explosivas de Max “The Hammer” Kolesne, linhas de baixo precisas do poderoso Alex Camargo e solos de guitarra extremamente rápidos e agressivos do Moyses Kolesne, mantendo a sonoridade intensa do death metal produzido durante a carreira da banda nestes 30 anos de estrada. Um show intenso, brutal e devastador, como sempre a banda entrega e nunca decepciona.
Este segundo dia foi mais tranquilo com relação ao dia anterior, em termos da quantidade de público presente.
Texto e fotos: Evelyn Tegani












