Bangers Open Air 2026 em São Paulo – Dia 1: review e fotos
O festival Bangers Open Air 2026 aconteceu nos dias 25 e 26 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O evento substitui o antigo Summer Breeze Brasil, trazendo mais de 40 atrações em 4 palcos.
Sábado 25 de abril de 2026. O line-up teve muitas bandas distribuídas nos 4 palcos: Ice Stage, Hot Stage, Sun Stage e Waves Stage.
As atrações foram bem diversificadas, nos palcos principais tocaram: Korzus, Evergrey, Feuerschwanz, Jinjer, Killswitch Engage, Black Label Society, In Flames e Arch Enemy. Já nos palcos Waves Stage e Sun Stage tocaram: Lucifer, School Of Rock, Sujeira, Violator, Engineered Society Project, Torture Squad, Marenna, Ozzy Tribute, Ceypta, Seven Spires, Tankard, Hangar, Onslaught e Overdose.
Abrindo o palco do Ice Stage no horário programado, o Korzus fez um show bem energético, apesar do pouco público presente, que interagiu desde a primeira música, cantando e bangueando. Com nova formação e repertório afiado, fez um setlist que equilibra clássicos históricos e material inédito. O novo single “No Light Within”, lançada em abril deste ano, marca essa nova fase da banda com agressividade e mostra que Jean Patton e Jessica Falchi trouxeram um vigor impressionante para a banda. Incluindo hinos como “Guerreiros do Metal” e “Correria”, além de outros sucessos: “Truth”, Raise Your Soul”, Catimba”, “Agony, “Victim”, “Interrnally”, Discipline Of Hate”, ‘Never Die” e “What are You Looking for” completam o setlist. O vocalista Marcello Pompeu liderou o show com a energia que define os quarenta anos de estrada da banda.
Dando início aos show do palco Hot Stage, foi a vez dos suecos Evergrey, com seu metal progressivo, fez um setlist focado nos clássicos e em seu mais recente álbum: Architects Of a New Weave Here. Sucessos como: “Falling From the Sun”, “Where August Mourn”, “Weightless”, “The World Is on Fire”, “Eternal Nocturnal”, “King of Errors”, “Architects of the New Weave”, “Leaving the Emptiness”, “OXYGEN!” e finalizando com “Call Out the Dark” debaixo de um sol escaldante, fez com que todos cantassem junto e agitassem durante o show inteiro.
Em seguida, foi a vez dos alemães do Feuerschwanz agitarem o público e transformou o festival numa grande festa medieval e um show marcante, trazendo um equilíbrio entre música pesada, teatro e diversão, e deram uma aula de como cativar o público e dominar o palco. Usando figurinos medievais e instrumentos tradicionais misturados à guitarra pesada de Hans Platz, a banda manteve a energia alta e transformou a apresentação em uma comemoração do que um show convencional.
Em entrevista, a banda descreveu seus primeiros álbuns como “comédia de folk medieval”, que muitas vezes eram acompanhados de linguagem impetuosa, letras humorísticas e insinuações e muitas vezes cantadas em alemão. Com aproximadamente 14 álbuns lançados, a banda fez um setlist que incluiu sucessos da carreira da banda como: “Drunken Dragon”, “Memento Mori”, “Untot im Drachenboot”, e antes de anunciar a próxima musica “Knightclub”, os vocalistas Ben e Haupman fizeram com que o público abaixasse e pediu que todos participassem da festa, como eles dizem. Seguiram com “Bastard von Asgard” – fazendo o público gritar, logo, seguiram com a “love song” – “Name der Rose”, “Ultima Nocte”, “Testament”, “Berzerkermode”, “Dragostea din tei (O‐Zone cover), “Valhalla”, e finalizaram com “Das Elfte Gebot”, e antes de saírem do palco, tocaram ao fundo “Gangnam Style”. Com certeza, um show divertidíssimo.
Com um atraso de 10 minutos, foi a vez dos ucranianos Jinjer subirem ao palco. Esta é a quarta visita da banda ao país. Com show super animado e o memorial lotado, a banda trouxe um set list contendo sucessos da banda. Iniciaram com “Duél”, “Green Serpent”, “Fast Draw”, “Vortex”, “Disclosure!”, “Teacher, Teacher!”, “Someone’s Daughter”, “Pisces”, e finalizaram com “Sit Stay Roll Over”. Apesar do atraso, a banda compensou o público com peso e os vocais brutais de Tatiana Shmayluk.
Continuando as apresentações no Ice Stage, o Killswitch Engage subiu ao palco ao som “Baba O’Riley” do The Who, e seguiram com um setlist arrebatador, incluindo: “Fixation on the Darkness”, “In Due Time”, “The End of Heartache”, dedicaram a música “Aftermath” à banda In Flames, “Rose of Sharyn”, “This Is Absolution”, “Broken Glass”, “Hate by Design”, “Forever Aligned”,’The Signal Fire”, “I Believe”, “The Arms of Sorrow”, “Strength of the Mind”, “This Fire”, e novamente dedicaram outra música, desta vez para Zakk Wylde e o Black Label Society – “My Curse”, “My Last Serenade” e para finalizar, “Holy Diver” com mais um som dedicado a um dos maiores vocalistas – Ronnie James Dio.
Enfim, um dos shows mais esperados do festival, Black Label Society. Entrando no palco ao som de “Whole Lotta Sabbath” – cover de Wax, e o público ovacionando a banda, já iniciam com “Funeral Bell”, “Name in Blood”, “Destroy & Conquer”, “A Love Unreal”, “Heart of Darkness”, em seguida Zakk inicia a introdução de “No More Tears” do Ozzy Osbourne, o que fez com que todos gritassem e cantassem juntos. Zakk então dedica a música “In This River” para Dimebag Darrell e Vinnie Paul, falecidos em 2004 e 2018. Continuaram com “The Blessed Hellride”, “Set You Free” “Fire It Up”, “Suicide Messiah” e mais um som dedicado ao saudoso Ozzy “Ozzy’s Song”, e finalizaram com “Stillborn” Um show com som pesado, blueseiro, caótico e impiedoso, um espetáculo cheio de energia, que criou uma tempestade sonora movida a cafeína.
Finalizando as apresentações no Ice Stage, foi a vez do In Flames, que já iniciou levando o público ao delírio com um setlist idêntico ao show realizado na última quinta-feira na Audio. O setlist inclui sucessos como: “Pinball Map”, “The Great Deceiver” “Deliver Us”, “The Quiet Place”, “In the Dark”, “Voices”, “Cloud Connected”, “Trigger”, “Only for the Weak”, “Meet Your Maker”, “State of Slow Decay”, “Alias”, “The Mirror’s Truth”, “I Am Above” e finalizaram o show com muita energia ao som de “Take This Life”.
E para fechar a noite no palco Hot Stage, os suecos do Arch Enemy surgem com a intro “Ace of Spades” do Motörhead. Esta é a primeira vista de Lauren Hart ao país. A banda apresentou um repertório que atravessa toda a sua trajetória, incluindo os maiores sucessos da fase da Angela Gossow, dentre eles: “Khaos Overture”, “Yesterday Is Dead and Gone”, “The World Is Yours”, “Ravenous”, “War Eternal”, “Dream Stealer”, seguido pelo novo single “To the Last Breath”, “Blood Dynasty”, “My Apocalypse”, “Bury Me an Angel”, “The Eagle Flies Alone”, “No Gods, No Masters”, “I Am Legend/Out for Blood”, “Dead Bury Their Dead”, “Snow Bound”, e finalizaram com o público a delírio ao iniciarem “Nemesis”, seguida da instrumental “Fields of Desolation”, “Enter the Machine/Vox Stellarum”. O grupo prometeu e entregou um show com técnica impecável e muita energia sonora e Lauren Hart trouxe um fôlego renovado para os clássicos e toda discografia da banda.
No festival há espaços para tatuagem e piercings, comida, bebida, feira Horror Expo, espaço geek, área kids, venda de merchandisings do festival e de principais bandas do line-up, além de Signing Sessions com alguns dos artistas que tocaram no dia.
Finalmente, temos um festival de metal com estrutura e organização dos festivais no exterior.
Texto e fotos: Evelyn Tegani




