Graham Bonnet retorna a São Paulo em show único: review e galeria de fotos
No domingo 26 de julho de 2026, na casa de shows Burning House (SP), tivemos a oportunidade de conferir o show do grande Graham Bonnet. Cantor e compositor britânico de 78 anos com uma carreira muito legal. Ele fez parte do The Marbles ainda no fim dos anos 60 e no início dos anos 70 já tinha uma carreira solo forte.
Mas sua vida mudou quando recebeu o convite de Richie Blackmore para substituir Dio no Rainbow. Bonnet gravou apenas um álbum, o excepcional Down To Earth de 1979, mas ele realizou o feito de ter gravado a música Since You’ve Been Gone (música escrita por Russ Balard) e um enorme feito de ser a música do Rainbow mais tocada ao longo dos anos.
Depois ele ainda fez parte do Alcatrazz, Impelliteri, Blackthorne, M.S.G. e continua com uma carreira solo extremamente ativa ao longo dos anos. Quem esteve presente na excelente casa Burning House pôde conferir um show histórico, visto que faziam 15 anos que Bonnet não vinha ao Brasil.
O espetáculo foi um presente. Mesmo um pouco debilitado e de bengala, ele nos brindou com um set list matador e uma banda extremamente competente, composta pelo guitarrista brasileiro Conrado Pesinato que já mora a muito tempo nos Estados Unidos e trabalhou com Marco Mendonza (Whitesnake, Blue Murder , Journey e Thin Lizzy) também com Bruce Dickinson (Iron Maiden). No baixo a sua esposa Beth Ami, Alessandro Bertoni teclados e Francis Cassol na bateria.
O cara não economizou mesmo sentado na sua potência vocal, desfilando com um clássico em seguida de outro. Tivemos oportunidade de conferir sua carreira solo, Rainbow, Alcatrazz e Michael Schenker Group.
O fato negativo foi não ter ficado totalmente cheio visto que já é um senhor de 78 anos e talvez cada vez fique mais difícil seu retorno. Mas quem esteve presente pôde conferir que sua terceira passagem pelo Brasil foi presenteada por um show de muita qualidade. Bonnet esteve no Brasil em 2009 e 2013 com o Alcatrazz.
Gostaria também de enaltecer a produção impecável de alto nível. Bem como o cronograma de início do show – o som da casa que estava muito bom. Toda a técnica fez um trabalho de altíssimo gabarito.
Por José Fernando Goulart
Fotos: Leandro Almeida



















