Kiss trabalha em versão dos 50 anos do LP ‘Alive!’
O produtor do início da carreira do KISS, Eddie Kramer, revelou que estão em andamento planos para a banda comemorar o 50º aniversário de seu álbum de 1975, “Alive!”, com uma versão expandida, prevista para o final do ano.
Durante a participação no mês passado no podcast “The Jay Jay French Connection: Beyond The Music”, do guitarrista do TWISTED SISTER, Jay Jay French, Kramer — que produziu o LP original “Alive!” — falou sobre a nova coletânea: “É um projeto que passei 46 dias mixando. Chama-se ‘Kiss Alive! 50’, que celebra o 50º aniversário do álbum ‘Alive!’, o primeiro álbum ‘Alive!’, que foi mixado no Electric Lady [estúdios em Nova York] em 1975, há 50 anos. E, felizmente, eles encontraram todas as fitas — graças a Deus. Foi incrível. Jeff Fura da Universal — um grande abraço para ele — ele achou as fitas; ele as encontrou. E então passamos todo esse tempo restaurando-as, transferindo-as, e depois mixei cada show que de fato contribuiu para o resultado final, além de todos os ensaios que Gene [Simmons, baixista/vocalista do KISS] e Paul [Stanley, guitarrista/vocalista do KISS] disseram: ‘Temos que gravar à tarde’, o que eles fizeram, graças a Deus, porque pudemos capturar algumas performances fantásticas.”
Kramer acrescentou: “O que você ouve nesse período é que aqueles caras estavam empenhados em lançar este disco e fazer com que soasse fantástico. E depois mixei o álbum final em Dolby Atmos. É um belo pacote que será lançado, creio, no final do outono.”
No ano passado, Eddie falou à revista Guitar World sobre seu trabalho no álbum original “Alive!”: “O negócio com o KISS era que sabíamos que tínhamos que colocar tudo nas fitas, não importa o que fosse preciso. Era difícil porque eles estavam sempre pulando, e tivemos que fazer um monte de trabalho no álbum depois, mas era assim que era. A banda pode negar, mas o fato é que em ‘Alive!’, tivemos que consertar um monte de coisas.”
Perguntado se alguém da banda tinha algo a dizer sobre esses consertos, Eddie disse: “Eles tinham. E o álbum ficou ótimo porque os caras do KISS eram muito específicos sobre como deveria soar e ser mixado. Trabalhamos incansavelmente por semanas para fazer ‘Alive!’ soar incrível. Então, embora não seja totalmente ‘ao vivo’, é uma grande criação do som ao vivo do KISS daquela época. Havia apenas partes que tivemos que consertar por razões óbvias, como os caras estarem no palco com botas de 15 centímetros, bombas explodindo e foguetes e chamas disparando para Deus sabe onde. [Risos] É preciso muito trabalho para manter o ritmo e a afinação enquanto se pula para cima e para baixo. Eles podem fazer isso agora, mas naqueles dias, nem tanto.”
Em junho de 2025, Stanley disse a Justin Richmond do podcast “Broken Record” sobre o primeiro álbum ao vivo do KISS: “‘Kiss Alive!’ realmente capturou a essência da experiência ao vivo. Agora, isso não poderia ter acontecido sem irmos ao estúdio e aprimorá-lo e cercar você de pessoas… Álbuns ao vivo eram chatos por quatro horas. Você nem sabia que eram ao vivo até o final da música, onde ouvia algumas palmas. Mas para o KISS, queríamos um álbum que imergisse você, a imersão na experiência, o que significa estar cercado de pessoas, o que significa bombas explodindo que são ensurdecedoras, o que significa consertar quaisquer erros ou uma corda quebrada. Esnobes ou puristas podem ter torcido o nariz para essa ideia, mas a verdade é que esse álbum ainda é considerado, se não o maior, um dos maiores, e em muitos círculos o maior álbum ao vivo de todos os tempos. Não porque tudo era ao vivo, mas porque capturou a experiência ao vivo.”

