Mikkey Dee comemora seu tempo no Scorpions: ‘Grande jornada!’
Durante uma coletiva de imprensa anunciando o show de aniversário de 60 anos do Scorpions na cidade natal da banda, em Hannover, Alemanha, no próximo mês de julho, o ex-baterista do Motörhead, Mikkey Dee, foi questionado sobre como ele se juntou à lendária banda alemã de hard rock.
“Bem, eu toquei com o Motörhead, como vocês provavelmente sabem, por quase 25 anos. E, infelizmente, Lemmy [líder do Motörhead] morreu no final de 2015. E então, Matthias [Jabs, guitarrista do Scorpions] ligou no início de 2016 e disse: ‘Você está em Gotemburgo [Suécia], Mikkey?’ Eu respondi, ‘Sim.’ Ele disse: ‘Você pode vir para Luxemburgo amanhã?’ [Risos] Basicamente, foi assim. Eu inicialmente iria apenas substituir temporariamente e ajudar um pouco, pois James Kottak [então baterista do Scorpions] estava enfrentando um problema de saúde. Mas ele fez uma ótima turnê na Alemanha. E eu estava basicamente apenas de prontidão naquele momento. Ensaiamos secretamente algumas [músicas]. E então terminei o ano com eles e, aqui estou eu, indo para o nono ano… Nove anos no próximo ano. Mas aqui estamos nós, dando o nosso melhor como nunca antes, eu diria, e tem sido uma ótima jornada para mim até agora.”
Mikkey continuou: “Se você me perguntasse, eu diria: ‘Sim, estou tocando com esses caras malucos há uns quatro anos.’ Mas estamos falando de nove, o tempo voa. E conseguimos criar um ótimo disco [‘Rock Believer’, de 2022] durante os anos de Covid. Então, esses nove anos passaram muito rápido. Eu diria quatro, talvez cinco, mas não nove. Mas aqui estamos. Foi assim que aconteceu. Algo ruim se transformou em algo muito bom, eu diria. E, sim, após a partida de Lemmy e depois de me juntar a essa banda, eu quis trazer um pouco de energia, precisão e um toque de Motörhead para os grandiosos Scorps. E éramos amigos ao longo dos anos, nos encontrávamos em festivais e shows, então já nos conhecíamos um pouco, mas nunca tínhamos tocado juntos. E aqui estamos. Espero que venham muitos outros anos. E estamos começando com o aniversário de 60 anos no próximo ano, então é uma grande honra fazer parte disso.”
Em uma entrevista de abril de 2023 com Robert Cavuoto, da Metal Rules, Mikkey foi perguntado sobre como ele conseguiu o posto de baterista do Scorpions em 2016, após passar quase 25 anos como membro do Motörhead. Ele respondeu: “Eles [inicialmente] me chamaram para ser um substituto, talvez, do James. Porque eles começaram a se cansar dos problemas dele. Então disseram, ‘Olha, se você pudesse ser um substituto em partes da turnê europeia.’ Eu disse, ‘Sim. Sem problemas.’ Mas, enquanto isso, enquanto eu secretamente seguia a banda na Alemanha, estávamos ensaiando algumas vezes — secretamente. E tenho certeza de que eles queriam me avaliar ali, claro. E você nunca sabe como as coisas vão funcionar, tanto na parte social quanto musical, mas eles gostaram imediatamente. E minha ideia era mostrar a eles algo de que não poderiam abrir mão, basicamente.”
“James é um grande baterista,” Mikkey continuou. “Ele fez um trabalho fantástico com o Scorpions. Ele enfrentou alguns problemas de saúde que precisou resolver. Nunca falei, e nunca falarei, mal dele de forma alguma, mas eu queria mostrar o que eu posso fazer e o que é essencial para a banda. Eu disse aos caras que iria ‘Motorizar’ eles. ‘Quero algo mais pesado, mais preciso, mais agressivo, e vou mostrar a vocês que tipo de baterista eu sou. Vou colocar muito mais energia no que fazemos e, espero, isso contamine a banda inteira para que possamos levar tudo a um outro nível. E que eu consiga inspirar a vocês e que vocês também me inspirem, claro.’ Porque tocar praticamente o mesmo repertório por 25 anos é uma coisa. Então isso foi um grande desafio para mim, claro… E quando funciona da maneira que funcionou, é uma coisa boa. Eles não têm arrogância. Eu não tenho arrogância. Nós já nos conhecíamos antes. Nos damos muito bem. E agora vamos apenas tocar juntos. Mas, claro, você nunca, nunca, nunca sabe. Eu poderia ser um idiota ao entrar no Scorpions, agir como um completo babaca sobre as coisas. E eles poderiam pensar, ‘Caramba. Não lembramos de você assim.’ Eu poderia pensar, ‘Nossa, esses caras são uns imbecis. Não posso lidar com isso.’ Mas não foi o caso. E, claro, nos damos muito bem e continuamos nos divertindo na estrada e no estúdio. Então, acabou sendo uma situação em que ambos saímos ganhando.”

