Morre Chris Hager, ex-guitarrista do Rough Cutt e de banda pré-Ratt
O guitarrista Chris Hager, membro fundador da banda MICKEY RATT, que antecedeu o RATT de Stephen Pearcy, faleceu aos 67 anos.
Hager conheceu Pearcy em 1976 e, no ano seguinte, os dois formaram a MICKEY RATT. Hager acabou deixando a banda em 1981 e se juntou ao ROUGH CUTT como substituto de Jake E. Lee.
Pearcy compartilhou a seguinte declaração nas redes sociais: “Estou muito triste ao saber do falecimento do nosso querido amigo, guitarrista e músico Christopher (Chris) Hager hoje. Chris e eu começamos a MICKEY RATT juntos em San Diego, em 1977, e ao nos mudarmos para Los Angeles realmente criamos a banda RATT em 1981. Ele era uma pessoa incrível, um grande guitarrista, compositor e totalmente dedicado a ser isso. Chris seguiu criando projetos ao longo dos anos com ROUGH CUTT, WOOP AND THE COUNT e PEARCY/HAGER. Estávamos, inclusive, trabalhando em novas músicas recentemente. Estou sem palavras, meu amigo. Deus te abençoe, irmão. Neste momento, a família pede privacidade.”
Erik Ferentinos, guitarrista da banda solo de Pearcy, publicou a seguinte mensagem em sua página oficial no Facebook: “Descanse em paz, Chris Hager. É uma notícia muito triste. Conheço o Chris há mais de 30 anos! Desde a gravação das demos da minha primeira banda no fim dos anos 80 no estúdio do Pearcy até tocar na banda solo. Meus pêsames a todos os seus amigos e familiares!”
Em uma entrevista de 2021 ao site VinylWriterMusic, Hager falou sobre a formação da MICKEY RATT, dizendo em parte: “Stephen e eu nos conhecemos por volta de 1976. Eu morava na Carolina do Sul na época; nos mudamos pra lá por uns cinco anos, foi onde estudei no ensino médio, comecei a tocar e tudo mais. Voltei para San Diego e reencontrei um amigo de infância, e descobri que ele também tinha começado a tocar guitarra na mesma época que eu. Ele só fazia umas jams, e eu já tinha tocado em três bandas, então já tinha tocado com músicos melhores do que eu, o que me ajudou a amadurecer um pouco. Então falei: ‘Cara, a gente precisa montar uma banda de verdade. Conhece algum vocalista?’ Ele disse: ‘Conheci um cara chamado Steve no calçadão.’ Eu falei: ‘Beleza, chama ele pra cá.’ A gente estava ensaiando na garagem do meu amigo, só fazendo covers na época, e trouxemos o Stephen. Ele era um cara meio viajado, meio tímido, chegou e ficou parado no canto. A gente não ouvia muito bem, mas dava pra perceber que ele sabia cantar; ele tinha presença. O engraçado é que ele me pediu carona pra casa, e eu disse: ‘Claro.’ No caminho, ele se soltou de verdade. Disse: ‘Cara, isso pode dar certo.’ E eu fiquei tipo: ‘Como assim?’ E ele: ‘Pode dar certo, cara. A gente pode conseguir. Podemos ser enormes.’ Nunca ninguém tinha falado comigo daquele jeito, sabe? Ele definitivamente tinha paixão. Foi meio que uma combinação perfeita, e nos tornamos grandes amigos rapidamente. Cerca de um ano depois, nos separamos, e foi quando ele criou o nome MICKEY RATT, que veio de uma história em quadrinhos; só adicionamos mais um ‘T’ para evitar problemas com direitos autorais. Esse Mickey Ratt era meio que o oposto do Mickey Mouse, sabe? Era tipo um sujeito que fumava maconha, mulherengo, bebedor de cerveja, um traste. Era meio engraçado porque até tinha algumas semelhanças. [Risos] A gente começou a tocar nos lugares de San Diego e viramos a banda residente de alguns desses palcos. Mas o problema de San Diego era que, mesmo estando a apenas 200 km de Los Angeles, parecia outro universo. Culturalmente, era bem carente, e eu diria que ainda é, especialmente no que diz respeito ao rock. Basicamente, o Stephen falou: ‘Olha, a gente tem que ir pra Los Angeles se quiser chegar em algum lugar.’ Ele já tinha ido lá, conhecido o Eddie Van Halen, e estava empolgadaço. Levou um tempo pra ele me convencer, mas quando decidi ir, não teve mais volta. A gente se mudou pra uma garagem adaptada, onde uma senhora, mãe de um velho amigo dele, teve a gentileza de nos abrigar. A gente ensaiava lá, dormia lá, fazia festas lá. Foi quando encurtamos o nome; virou M. RATT por um tempo, depois MICKEY [RATT], e finalmente virou RATT, que foi mais ou menos na época em que saí. Foi incrível porque a gente tocava em todos os clubes de Los Angeles naquela época.”

