Siena Root detona seu hard rock sueco em SP: review e galeria de fotos
O Siena Root é uma banda sueca de Hard Rock, formada em 97. Eles possuem 8 álbuns de estúdio, que contam com fortes influências de músicas dos anos 70 e do final dos anos 60. A banda já fez diversos shows pela Europa, mas ainda não haviam passado pela América do Sul, até este ano. Anunciaram que teriam um show solo no Rio de Janeiro, e que abririam o show da banda Boris em São Paulo. Mas, após uma alta demanda, anunciaram também um show solo em São Paulo, no La Iglesia, na terça feira do dia 3 de dezembro de 2025.
O show contou com a banda paulista de hard rock e blues, Hammerhead Blues. Por conta da forte chuva que teve em algumas áreas de São Paulo, ocorreu um pequeno atraso para o início de sua apresentação.
A banda iniciou com uma faixa instrumental, “Hero”, que já logo conquistou a atenção do público presente na casa. Todos os integrantes estavam bem animados com o show, com destaque para o baterista, que conseguia roubar o show em diversos momentos.
Tocaram algumas músicas do seu álbum mais recente, After the Storm, incluindo Traveller, que foi uma das mais cativantes de toda a apresentação.
Pelas 21:35, o Siena Root subiu ao palco, abrindo o show com a música We (Over the Mountains), de seu quarto álbum de estúdio, Different Realities. Logo de cara, as influências de bandas como Uriah Heep e Deep Purple ficam bem evidentes, especialmente pela presença do teclado, tocado pela vocalista Zubaida Solid.
E se alguém presente no La Iglesia não estava convencido de que o show iria ser bom, a segunda música já acabou com todas as dúvidas. Zubaida ficou apenas nos vocais durante a música, e demonstrou uma forte presença de palco, e demonstrou um pouco da total capacidade de sua voz.
Mas não era só Zubaida que tinha uma forte presença de palco, toda a banda estava visivelmente dando seu melhor no show.
As músicas do Siena Root variam entre viagens psicodélicas e o peso do blues e stoner facilmente, e isso ficou evidente na sequência de Dusty Roads, do álbum Revelation, e Into the Woods, de seu primeiro álbum, A New Day Dawning, mostrando a variedade em seu som e a técnica de seus integrantes.
Seguiram, então, com duas das músicas mais animadas de toda a noite, Keeper of the Flame, e, depois de um solo de guitarra de Johan Borgström, a clássica Above the Trees, que fez com que todos presentes se agitassem, não deixando ninguém parado.
No meio de Time Will Tell teve um solo de bateria do Love Forsberg, e logo encaixaram Coming Home no set, onde todo o público cantou seu refrão junto com a banda.
Antes de tocar a “última” música, Root Rock Pioneers, que funciona como um cartão de visita do Siena Root, Zubaida pediu a plateia que fizesse bastante barulho, para possivelmente tocarem mais músicas. Então, como um bônus, tocaram mais duas faixas que nem estavam marcadas na setlist.
A primeira, Outlander, é do álbum mais famoso da banda, A Dream of Lasting Peace, e foi um das mais pesadas de todo o show, com vocais bem presentes e uma linha de baixo forte de Sam Riffer.
Então, finalizaram o show de vez com Waiting for the Sun, do terceiro álbum da banda, Far from the Sun. A música também contou com uma das maiores participações da plateia, que entrou no ritmo da música com palmas.
O Siena Root, além de álbuns incríveis para fãs de um rock mais clássico, deu uma aula de como fazer um show, com uma apresentação com mais energia e paixão que diversas bandas e artistas mais populares. Para todos os fãs de rock, é uma banda que devem ficar de olho, para não perderem o próximo show que fizerem no Brasil.
Por Eduardo Santos
Fotos: Leandro Almeida
















