Living Colour desembarca no Brasil para turnê de 40 anos
“É no Brasil onde sentimos o amor, e sempre sentimos. Meu primeiro show com o Living Colour foi no Hollywood Rock, no Rio de Janeiro. E foi depois daquele show que me pediram para entrar na banda. Vamos apenas olhar para isso como uma realidade. E claro: onde aconteceu? No Brasil!”, explica o baixista sobre sua relação com o Brasil.
Com essas palavras, Doug Wimbish, baixista do Living Colour, expressa o forte vínculo da banda com o Brasil. Em 2026, o grupo celebra quatro décadas de carreira com a turnê “The Best of 40 Years Tour”, que inclui passagens por Porto Alegre (26/02), São Paulo (27/02), Rio de Janeiro (28/02) e Curitiba (01/03), além de datas na Argentina e no Chile, com produção da Top Link Music.
A fala de Doug foi registrada em uma entrevista concedida ao jornalista Bernardo Araujo, que revisitou com o músico os momentos marcantes da sua entrada na banda e os caminhos trilhados até hoje.
Raízes no Brasil e uma história que começou em 1992
“A banda precisava cumprir a agenda do Hollywood Rock, e se eu não pudesse fazer o show, o Marcus Miller faria. Mas eu estava disponível. Fizemos alguns ensaios e, depois daquele show no Rio, fui convidado a entrar definitivamente. Eu me diverti muito. Foi isso que aconteceu.”
Doug entrou oficialmente no Living Colour após aquela apresentação no Rio. E desde então, construiu não apenas uma carreira sólida com a banda, mas também uma trajetória notável como músico de estúdio e de turnês, tocando com Rolling Stones, Jeff Beck, Madonna, Joe Satriani, Annie Lennox e tantos outros.
Novo álbum a caminho: “Estamos escrevendo, gravando, preparando”
“Estamos escrevendo, gravando, preparando. Só vamos lançar quando estiver certo. Ir para a América do Sul vai nos dar uma injeção de energia. Essa turnê vai nos dar informações novas. Quando voltarmos ao estúdio depois da turnê, vamos estar prontos para continuar esse disco.”
Embora não revele datas, Doug confirma que um novo álbum está sendo desenvolvido e que a passagem pela América do Sul será decisiva para o processo criativo.
Crítica ao streaming: “Se não tiver estratégia, ninguém lembra do disco em 3 semanas”
“Se você lançar algo agora, e não tiver uma estratégia clara, ou músicas boas que realmente capturem alguém, você pode lançar um disco na segunda e ninguém lembra dele em três semanas. É como um cartão de visitas. Hoje, a Living Colour é uma banda ao vivo. É isso que mostramos de verdade.”
Viver da estrada: “É caro. Três erros ou um ato de Deus e a turnê acaba”
“Ver uma banda tocando ao vivo hoje em dia não é brincadeira. Saiu de casa, pegou avião, pagou excesso de bagagem, ensaiou, pagou a equipe… E às vezes, a banda nem vê um níquel. Três erros ou um ato de Deus e a turnê vai por água abaixo. Já tivemos que cancelar porque vimos que iríamos entrar em dívida.”
Doug também fez um apelo ao público: apoiar os artistas que continuam batalhando para se apresentar em palcos pelo mundo, principalmente após os impactos da pandemia.
Futuro do rock: “Há luz para todo mundo”
“Não vejo o fim do rock de estádio. Vejo uma troca de guarda. Vamos deixar espaço para os próximos. Não é sobre ficar com todos os biscoitos. Os gigantes como AC/DC, Stones… eles fizeram o trabalho. E nós também. Mas tem espaço e luz para todo mundo.”
LIVING COLOUR – THE BEST OF 40 YEARS TOUR
- 20/02 – Montevideo (Uruguay) @ Montevideo Music Box
- 22/02 – Mendoza (ARG) @ 23 Rios Craftbeer
- 24/02 – Buenos Aires (ARG) @ C Art Media
- 26/02 – Porto Alegre (BRA) @ Opinião
- 27/02 – São Paulo (BRA) @ Tokio Marine Hall
- 28/02 – Rio de Janeiro (BRA) @ Sacadura 154
- 01/03 – Curitiba (BRA) @ Live Curitiba
- 03/03 – Santiago (CHI) @ Teleton

