[Atualizado] Bangers Open Air 2025: review e galeria de fotos
Warm Up – 02 de maio de 2025
O line-up do dia foi: Kissin’ Dynamite abrindo o festival, seguido de Dogma, Armored Saint, Pretty Maids, Doro e Glenn Hughes. Os shows ocorreram intercalados entre os palcos Ice Stage e Hot Stage, no Memorial da América Latina, em São Paulo/SP.
A banda alemã Kissin’ Dynamite entrou pontualmente às 15h10, dando início à sequência de shows do dia. Show deles tem muita energia, o vocal e banda impecáveis e apesar do Memorial ainda estar bem vazio, quem estava por lá se divertiu e curtiu o som. Esta foi a primeira vez que banda se apresentou no Brasil.
Em seguida, surgem ao palco as integrantes da Dogma, reconhecidas como “a versão feminina do Ghost”, a banda exibe uma teatralidade marcante, seu estilo tem riffs poderosos e um vocal da Lilith impressionante. Com influências de Kiss e Alice Cooper, a banda desafia padrões com seu metal melódico pesado, clássico e inspirado no poder, e é formada por Lilith nos vocais, Lamia na guitarra, Nixe no baixo e Abrahel na bateria. O show em si foi fantástico, elas estavam vestidas de freiras sexy e cobertas de corpse paint, teve até cover da Madonna, onde o público cantou e agitou. Uma curiosidade: durante o show era notável que haviam mais homens do que mulheres curtindo.
Com apenas 10 minutos de intervalo entre uma banda e outra, surge o Armored Saint, as 17h10. A banda é formada por John Bush nos vocais principais, Joey Vera no baixo, Jeff Duncan na guitarra e os irmãos Sandoval na bateria e guitarra, respectivamente. Neste momento, já haviam mais pessoas no Memorial, fãs da banda desde o início de carreira, que curtiram o show. Na penúltima música, “Can U Deliver”, John desceu até o público e cantou e comprimentou as pessoas da grade, e o público foi à loucura.
Como esperado, o Pretty Maids subiu ao palco pontualmente as 18h15. Vinda da Dinamarca, seu som pode ser descrito como Rock Pesado Clássico, carregado com guitarras e com ênfase na melodia. Tocando os maiores clássicos como “Kingmaker” e “Rodeo”, foi ao som de “Pandemonium” que o público mais agitou. Foi um show lindo e cheio de energia.
Às 19h25 Doro Pesch e sua banda sobem ao palco. Esta já é a oitava visita da “rainha do metal” em terras brasileiras. O show foi super eletrizante. Ela já entrou animando o público e cantou os maiores sucessos de sua carreira no Warlock, e o público interagiu junto. Em certo momento do show, a “metal queen” mencionou em português que ama o público brasileiro e que ama vir ao país. Um show excepcional. Teve até uma música de composição dela com Bill Hudson, chamada “Fire In The Sky”, e Bill menciona que foi uma honra participar da composição. Após mais dois sons do Warlock ela diz que ama Judas priest e inicia o cover de “Breaking The Law” e por último, finaliza o show com “All We Are”, onde o público canta junto.
E por último a se apresentar, Mr. Glenn Hughes sobe ao palco, com um setlist formado apenas com os sucessos do Deep Purple, como: “Stormbringer”, “Might Just Take Your Life”, “Sail Away”, e após solo de bateria, ele introduz “Burn”, que foi o auge do show, onde o público entra em fervor, para terminar o primeiro dia do festival com chave de ouro.
03 de maio de 2025
O line-up para este dia foi bem longo, com muitas bandas distribuídas em 4 palcos: Ice Stage, Hot Stage, Sun Stage e Waves Stage.
As atrações foram bem diversificadas, nos palcos principais tocaram: Burning Witches, e H.E.A.T. (Suécia), Municipal Waste (EUA), Sonata Arctica (Finlândia), Kamelot (EUA), Saxon (Inglaterra), Powerwolf (Alemanha) e Sabaton (Suécia). Já nos palcos Waves Stage e Sun Stage tocaram: Viper, School Of Rock, Hardgainer, Dynazty (Suécia), Gloria Perpetua, Matanza Ritual, Válvera, Malefactor, Ensiferum (Finlândia), Pressive (México), Dark Angel (EUA), Carro Bomba, Lacrimosa (Alemanha) e Dream Spirit (China).
Abrindo o palco do Ice Stage exatamente as às 11h55, a Burning Witches, banda de heavy metal/power metal da Suíça liderada pela guitarrista Romana Kalkuhl, e acompanhada pela baixista Jeanine Grob, a baterista Lala Frischknecht, Laura Guldemond nos vocais e pela guitarrista Courtney Cox. Show foi bem energético, o público interagiu desde a primeira música, cantando e bangueando. Com um setlist incluindo “Dance With the Devil”, “Maiden of Steel” (tocada pela primeira vez desde 2019), “Nine Worlds”, “Wings of Steel”, “Hexenhammer”, “The Spell of the Skull”, “The Dark Tower”, “Lucid Nightmare” e terminando com “Burning Witches”, onde Laura aproveitou para apresentar a banda. Enfim, um show eletrizante do início ao fim.
Dando início aos show do palco Hot Stage, foi a vez da banda sueca H.E.A.T., com seu hard rock eletrizante, teve em seu set list as músicas mais conhecidas como: “Disaster”, “Emergency”, “Dangerous Ground”, “Hollywood”,“Rise” (uma música mais lenta onde o público cantou junto), “Beg Beg Beg”, “Back to the Rhythm”, seguida com a nova música “Bad Time for Love”, “1000 Miles”, “One by One” e fecharam o show com “Living on the Run”, faixa do álbum “Address the Nation”, lançado em 2012. Durante o show, o vocalista Kenny Leckremo mencionou várias vezes que ama o Brasil. Esta é a segunda passagem da banda pelo país. A primeira foi no festival Summer Breeze Open Air (que mais tarde foi renomeado para Bangers Open Air) em 2023.
Pontualmente as 14h10 o Municipal Waste sobe ao palco e já mostrando um show com puro thrash metal americano. Formada em 2001 em Richmond, cidade na Virgínia, Estados Unidos. A sonoridade da banda é uma mistura de elementos do thrash clássico com elementos metálicos, e isso eles mostraram ao vivo. Show onde os verdadeiros fãs de Thrash Metal antigo curtiram. O set list contou com: “Garbage Stomp”, “Sadistic Magician”, “Slime and Punishment”, “Breathe Grease”, “Grave Dive”, “You’re Cut Off”, “The Thrashin’ of the Christ”, “Poison the Preacher”, “Wave of Death”, “High Speed Steel”, “Restless and Wicked”, “Crank the Heat”, “Mind Eraser”, “Under the Waste Command”, “Beer Pressure”, “Thrashing’s My Business… And Business Is Good”, “I Want to Kill the President”, “Wrong Answer”, “The Art of Partying”, “Demoralizer” e finalizando com “Born To Party”. Um show com direito a muitos mosh-pits.
Às 15h20 foi a vez dos finlandeses do Sonata Arctica subirem ao palco do Hot Stage, o show foi contagiante e emocionante para os fãs que estavam lá. O público cantou, vibrou e interagiu bastante. Com 30 anos de carreira, a banda não deixou a desejar em mais uma passagem pelo país. Eles já vieram várias vezes e sua última apresentação aqui foi em 2023, realizando um show especial em São Paulo comemorando os 25 anos de carreira. Iniciando o set list com a introdução de “One Day (cover de Hans Zimmer) e seguida por “First in Line”, “Dark Empath”, “I Have a Right”, “San Sebastian”, em seguida, o vocalista Tony Kakko senta no palco e com foto da banda sendo mostrada no telão, inicia a canção “Replica” com o público cantando em coro, seguindo com “My Land”, e “FullMoon”, onde o público cantou o primeiro verso da música em coro, seguiram com “Wolf & Raven” e antes de tocarem “Don’t Say a Word”, Tony incentivou o público a dar suporte às bandas locais, às casas de shows para que a cena não morra, e finalizaram o show com “Vodka”. Sem dúvida, um show fantástico.
O Kamelot por sua vez, fez um show eletrizante, o público interagiu e cantou. Com Melissa Bonny dando início ao show ao som de “Veil of Elysium”, seguiram com “Rule the World”, “Insomnia”, “When the Lights Are Down”, Melissa volta ao palco para cantar “New Babylon” – música do último álbum lançado em 2024, continuando o show com “Karma”, “Center of the Universe”, após o solo de bateria de Alex Landenburg e intro de “Tom Sawyer” do Rush, a banda seguiu tocando “March of Mephisto”, seguiu com solo do tecladista Oliver Palotai, finalizaram o show com “Forever”. Ao final do show, Tommy Karevik levantou a bandeira do Brasil ao som de “One More Flag On The Ground”. Sem dúvida, este foi um dos show mais emocionantes para o público presente.
Às 17h40 foi a vez dos ingleses do Saxon subir ao palco, com seu heavy metal fizeram um show impecável, com um set list arrasador, tocaram os maiores hits da banda, fazendo com que os fãs cantassem, gritassem e bangueassem junto à banda. Começaram o show com “Hell, Fire and Damnation”, e seguiram com “Power and the Glory”, “Motorcycle Man”, e com direito a um “Olê, Olê, Olê, Olê, Saxon, Saxon” a banda segue com “Madame Guillotine”, “Heavy Metal Thunder”, “Strong Arm of the Law”, “1066”, “Denim and Leather”, “And the Bands Played On”, “747 (Strangers in the Night)”, “Wheels of Steel”, o auge do show foi quando a banda introduziu “Crusader”, o público foi ao delírio e finalizaram o fantástico show com “Princess of the Night”, expressando gratidão e falando que voltam logo. Um show memorável.
E para fechar a noite no palco Ice Stage, os alemães do Powerwolf iniciam o show com um set list contendo os melhores sucessos da banda, como “Bless ’em With the Blade”, seguida de “Incense & Iron”, “Army of the Night”, “Sinners of the Seven Seas”, “Amen & Attack”, “Dancing With the Dead”. Em “Armata Strigoi” o público que já estava cantando e vibrando, foi à loucura, e seguiram com “Sainted by the Storm”, “Heretic Hunters”, “Fire and Forgive”, “Werewolves of Armenia”, “Demons Are a Girl’s Best Friend” – com o público cantando em coro o refrão, “Blood for Blood (Faoladh)”, “Agnus Dei”, “Sanctified With Dynamite” e finalizaram o show com o hino da banda, por assim dizer, “We Drink Your Blood”, esta foi a segunda passagem da banda pelo país, anteriormente, eles vieram em 2020 em turnê com o Amon Amarth.
E finalizando as atrações do palco Hot Stage, os suecos do Sabaton surgem com a intro “The March to War”, entraram com “Ghost Division”, “The Last Stand”, “The Red Baron”, “Bismarck”, “Stormtroopers”, “Carolus Rex” – cantado na versão sueca, “Night Witches”, “The Attack of the Dead Men”, “Fields of Verdun”, “The Art of War”, “Resist and Bite” – com trecho de “Master of Puppets” do Metallica), “Soldier of Heaven”, “Christmas Truce”, “Smoking Snakes”, “Primo Victoria”, “Swedish Pagans” e finalizando o show com “To Hell and Back“. Um show repleto de efeitos pirotécnicos, energia. Durante o show o vocalista Joakim Brodén agradeceu o público presente pela paixão que os fãs têm com a banda.
Entre uma apresentação e outra, fui dar uma olhada nos outros palcos e consegui ver parte do show da banda sueca Dynazty, seu estilo musical é uma mescla de elementos de power metal e hard rock, no palco Sun Stage. Show repleto de hits, e o auge do show foi quando iniciaram “The Human Paradox”, “The Grey”, “Natural Born Killer” e finalizaram o show com “Presence Of Mind”.
Os finlandeses do Ensiferum tocaram no Sun Stage e tocaram os maiores hits em seu set list, como “Fatherland”, “Twilight Tavern”, “Treacherous Gods”, “Winter Storm Vigilantes”, “Lai Lai Hei”, “Run From the Crushing Tide”, “In My Sword I Trust”, “Two of Spades”, e fecharam o show com “Victorious”.
No palco Waves Stage aproveitei para ver a banda de folk metal chinesa Dream Spirit. Originária das montanhas Taishan e agora sediada em Pequim, banda mescla peso a instrumentos folclóricos como as flautas chinesas Dizi e Xiao. Com o auditório do Waves lotado, a banda deu início com “Chaotic World”, “The Majestic Star”, “Of Daggers and Men”, em “Artisan” o guitarrista Bill Hudson fez uma participação, então seguiram com “Last Defender of the Empire”, “Taste Me”, “Alchemy”, “Ancient Poems”, “Warriors of Heaven’s Descend” e finalizaram o show com o público bem à frente do palco tocando “Song of Triumph”. A banda é formada por Cao Hongshun (vocal), Li Shun e Wang Bao (guitarras), Liu Zheng (baixo), Peng Lianjing (bateria) e San Tu (teclados).E m suas composições, utilizam instrumentos tradicionais como guzheng, erhu, Dizi e Xiao (flautas chinesas), trazendo a essência da música folclórica chinesa e explorando temas como espiritualidade, identidade e natureza.
04 de maio de 2025
Começando o dia pelos palcos principais: Ice Stage e Hot Stage. Neles tocaram Beyond The Black, Lord Of the Lost, Paradise Lost, Kamelot, Kerry King, Blind Guardian, W.A.S.P. e Avantasia.
Pontualmente as 11h50 os alemães do Beyond The Black abriram o palco Ice Stage com “In The Shadows”, o local ainda estava vazio, pois nem todo o público havia entrado até aquele momento, mas quem estava lá curtiu o show todo com muito fervor. Ao iniciar a segunda música do setlist “Hallelujah”, a vocalista Jennifer Haben agradeceu a presença de todos e falou em português: “Estamos felizes de estar aqui!” O público então vibrou e continuaram com “When Angels Fall”, seguidas de “Songs Of Love And Death”, “Lost In Forever”, “Shine And Shade”, “Heart Of The Hurricane”, “Is There Anybody Out There?”, “Reincarnation” e fecharam com “Wounded Healer”. A banda possui uma presença de palco impressionante e Jennifer estava super animada e agitando com o público durante toda a apresentação. Ela ainda mencionou que amaram o Brasil e que pretendem retornar mais vezes.
No Hot Stage, os alemães do Lord Of The Lost iniciaram o show com a fantástica “The Curtain Falls”, já com um público maior presente, o show foi mais empolgante. Seguiram então com setlist cheio de sucessos, como “The Future Of A Past Life”, “Loreley”, Destruction Manual”, “For They Know Not What They Do”, “Raining Stars”, “Six Feet Underground”, “Born With A Broken Heart”, “Live Today”, e “Die Tomorrow”, Com o show chegando ao final, o vocalista Chris Harms agradeceu o público e disse que estava com saudades do Brasil, pois sua última visita ao país foi em 2023 na estreia do festival Summerbreeze Brasil, a banda toda amou o país e então iniciaram “Drag Me To Hell”, um dos maiores sucessos da banda e o ponto mais alto do show. Seguiram com “We’re All Created Evil” e finalizaram o show com a glamurosa “Blood & Glitter”.
Às 14h05 foi a vez dos ingleses do Paradise Lost, com um setlist repleto de clássicos, o público teve fôlego para curtir, cantar e agitar embaixo de um sol escaldante. No início do show, o microfone do vocalista estava com problemas, mas logo a equipe técnica resolveu. Começaram com “Enchantment” seguindo por “Forsaken”, “Pity The Sadness”, “Faith Divides Us – Death Unite Us, ”Eternal”, “One Second”, “The Enemy”, “As I Die”, “Smalltown Boy” – cover de Bronski Beat, “The Last Time”, “No Hope In Sight” e finalizaram o show com “Say Just Words”.
Às 15h15 sobem ao palco o Kamelot para sua segunda apresentação no festival. Fizeram um setlist diferente do dia anterior, ainda assim com muitos hits da banda, Começaram com “Phantom Divine (Shadow Empire)” já com uma das vocalistas convidadas, Adrienne Cowan dividindo os vocais com Tommy Karevik, seguiram com “Rule The World”, “Opus Of The Night (Ghost Requiem)” com outra convidada, Melissa Bonny nos vocais. Seguiram com “Insomnia” e logo Melissa e Adrienne fizeram um dueto em “Sacrimony (Angel Of Afterlife)”. Seguindo com o setlist, tocaram “The Human Stain”. Nas músicas seguintes “Center Of The Universe” e “New Babylon”, Melissa canta com Tommy. Logo iniciam “Forever” e incluem um trecho de “We Will Rock You” do Queen e Tommy apresentou a banda, e logo finalizaram o show com “March Of Mephisto” com Melissa nos vocais. Um show emocionante para os fãs da banda.
Um dos shows mais esperados do festival foi o do Kerry King. Com um setlist mixado com os sucessos de sua antiga banda Slayer e seu projeto solo, Kerry proporcionou muita emoção ao público. Show teve muitos circle-pits espalhados pelo Memorial. Com a introdução “Diablo”, Kerry e banda sobem ao palco com “When I Reign”, seguida de “Rage”, “Trophies Of The Tyrant”, “Residue”, “Two Fists”, “Idle Hands”. O público enlouqueceu ao som de “Disciple” do Slayer e “Killers” do Iron Maiden. Continuaram com “Shrapnel” e mais um duo de clássicos do Slayer, “Raining Blood” e “Black Magic” e então finalizaram o show com mais uma de sua banda “From Hell I Rise”.
Às 17h30 sobem ao palco os alemães do Blind Guardian realizando um show emocionante e empolgante. Entraram com “Imaginations From The Other Side”, seguido de “Blood Of The Elves” e “Mordred’s Song” – primeira vez tocada desde 2017, seguiram com “Violent Shadows”, “Into The Storm”, “Tanelorn (Into The Void) – primeira vez tocada desde 2016, em seguida continuaram com “Bright Eyes”, “Time Stands Still (At The Iron Hill)”, “And The Story Ends”, “The Bard’s Song – In The Forest” com o público cantando em coro e para fechar esse showzaço, seguem com os maiores sucessos “Mirror Mirror” e “Valhalla”.
Os americanos do W.A.S.P. subiram ao palco às 18h50 e fizeram um dos shows mais espetaculares da noite. Abrindo o show com “The End” do The Doors, e um medley do W.A.SP. seguiram com a clássica “I Wanna Be Somebody” e continuaram com “L.O.V.E. Machine”, com um solo de guitarra mais longo vieram em seguida “The Flame”, “B.A.D.”, “School Daze”, “Hellion”, “Sleeping (In The Fire)”, “On Yor Knees”, “Tormentor” e “The Torture Never Stops”. Uma breve pausa e retornaram com “The Real Me” do The Who, seguida de “Forever Free / The Headless Children”, “Wild Child” e finalizaram o show com “Blind In Texas”.
E para finalizar a última noite do festival nos palcos principais, Avantasia. O super grupo liderado por Tobias Sammet levou o público à pura emoção com os sucessos do setlist. Cada música teve participação de um(a) vocalista diferente, começando o show com “Creepshow”, seguiram com “Reach Out For The Light” – com participação de Adrienne Cowan, “The Witch” – com Tommy Karevik, “Devil In The Belfry” – com Herbie Langhans, “Dying For An Angel” com a participação de Eric Martin, continuando com Ronnie Atkins e Eric em “Twisted Mind”, Adrienne volta ao palco para cantar “Avalon”, assim como Ronnie Atkins em “The Scarecrow”, seguem com “The Toy Master” e então Jeff Scott Soto é chamado para cantar “Shelter From The Rain”. “Farewell” é cantada por Chiara Tricarico. Ronnie Atkins e Herbie Langhans cantam “Let The Storm Descend Upon You” e terminam o primeiro set com “Death Is Just A Feeling”, a banda retorna alguns minutos depois com “Lost In Space” e antes de terminar a apresentação, Tobias disse que amam o Brasil e que é por isso que sempre aceitam os convites para shows aqui e que voltarão em breve, e então já com todos os vocalista no palco, tocam o medley de “Sign Of the Cross / The Seven Angels”. Um show mais que emocionante.
Durante o dia ocorreram shows nos outros palcos como por exemplo no Waves Stage tocaram School Of Rock, Hatefulmurder, Ronnie James Dio Tribute, Ready To Be Hated, Hibria, Maestrick, Warshipper e The Heathen Scÿthe. Já no Sun Stage, o Black Pantera e o Dorsal Atlântica, que tocou os maiores sucessos da carreira.
Às 15h00 foi a vez da banda polonesa Vader, com seu death metal matador fez um setlist com as faixas clássicas da banda. O vocalista Piotr Wiwczarek agradeceu os fãs várias vezes e disse em inglês “Como era bom estar de volta!” Ao decorrer do show ele também mencionou que nunca tinha imaginado que a banda chegaria a completar os 40 anos de carreira. A última visita da banda pelo país foi em 2023, onde realizaram um show único em São Paulo para celebrar os 40 anos de carreira.
Em seguida foi a vez dos ingleses Haken, seu som mistura metal progressivo com música erudita e jazz, realizaram um show até que empolgante para o pequeno público que estava presente. Iniciaram o setlist com “Puzzle Box”, seguida de “Prosthetic”, “1985”, “Cockroach King”, Carousel” e “Falling Back To Earth”
O show seguinte foi o dos americanos do Nile. O repertório contou com alguns dos sucessos da banda como “Vile Nilotic Rites”, “Sarcophagus”, “Lashed to The Slave Stick”, “Black Seeds Of Vengeance”. O público presente interagiu com a banda do início ao fim. A banda agradeceu por estarem ali curtindo o show. A última visita da banda ao país foi em 2023.
E para fechar a noite no palco do Sun Stage, os alemães do Destruction já iniciam o show após a entrada da “Imperial March” de John Williams, tocando “Invincible Force” e “Death Trap”. O vocalista Schmier disse que este show foi especialmente preparado para o Brasil e que é a primeira vez que eles tocaram o álbum “Infernal Overkill” na íntegra. Na sequência, deram início a “The Ritual” – tocada pela primeira vez desde 2019. E seguiram com “Tormentor”, “Bestial Invasion”, “Thrash Attack”, “Antichrist”, “Black Death” – também tocada pela primeira vez desde 2018, “Curse the Gods”, “Total Desaster”, então Schmier pediu para que o público escolhesse entre “Thrash ‘Til Death” e “Nailed To The Cross”, e a mais votada foi a segunda – “Nailto To The Cross”, seguiram com “Mad Butcher”, “Destruction” e terminaram este show fantástico com “Thrash ‘Till Death”. Houve um momento no show em que Schmier disse alegremente em inglês: “Finalmente um festival decente no Brasil!”
Para mais festivais assim no país!
Texto: Evelyn Tegani; Fotos: Leandro Almeida

